AIURUOCA/MG

Viagem realizada em 09/09/2015 –

Acordei em meio a uma chuvosa madrugada de quarta-feira para disputar espaço no ponto de ônibus com quem se dirigia ao trabalho. Meu destino seria Aiuruoca, município mineiro rico em cachoeiras. No entanto, foram longas 11 horas de viagem até lá, contando com as três conduções e os intervalos de espera entre elas.

Mas, por volta das 16 horas, finalmente eu estava na cidade, na Praça Monsenhor Antônio Fortunato Nagel, local de desembarque do ônibus, já que Aiuruoca não tem rodoviária.

Praça Monsenhor Antônio Fortunato Nagel

Praça Monsenhor Antônio Fortunato Nagel

Praça Monsenhor Antônio Fortunato Nagel

Praça Monsenhor Antônio Fortunato Nagel

A pracinha é bem bacana e aconchegante.

Praça Monsenhor Antônio Fortunato Nagel

Praça Monsenhor Antônio Fortunato Nagel

Praça Monsenhor Antônio Fortunato Nagel

Praça Monsenhor Antônio Fortunato Nagel

Praça Monsenhor Antônio Fortunato Nagel

Praça Monsenhor Antônio Fortunato Nagel

De frente a ela, fica a Igreja Nossa Senhora da Conceição. Linda por fora…

Praça Monsenhor Antônio Fortunato Nagel

Praça Monsenhor Antônio Fortunato Nagel

Igreja Nossa Senhora da Conceição

Igreja Nossa Senhora da Conceição

… e por dentro.

Igreja Nossa Senhora da Conceição

Igreja Nossa Senhora da Conceição

Igreja Nossa Senhora da Conceição

Igreja Nossa Senhora da Conceição

Igreja Nossa Senhora da Conceição

Igreja Nossa Senhora da Conceição

Dali, observei o Museu Municipal Dr. Julio Arantes Sanderson de Queiróz.

Museu Municipal Dr. Julio Arantes Sanderson de Queiróz

Museu Municipal Dr. Julio Arantes Sanderson de Queiróz

Museu Municipal Dr. Julio Arantes Sanderson de Queiróz

Museu Municipal Dr. Julio Arantes Sanderson de Queiróz

No local, fui recebido pela funcionária Diná, que me apresentou um pouco da história e da geografia de Aiuruoca, além de me mostrar a exposição da vez, que contava com trabalhos de crianças das escolas municipais.

Museu Municipal Dr. Julio Arantes Sanderson de Queiróz

Museu Municipal Dr. Julio Arantes Sanderson de Queiróz

Antes de anoitecer, decidi ir me acomodar na Pousada Ajuru, onde eu já havia feito reserva pela Internet. Fiquem tranquilos, pois as fotos abaixo foram tiradas após eu já ter tomado conta do local… Não tenho do que reclamar da hospedagem. Pelo contrário, fui muito bem acolhido.

Pousada Ajuru

Pousada Ajuru

Pousada Ajuru

Pousada Ajuru

De banho tomado, saí para caçar um bar. Da pousada à praça, menos de 10min a pé. E, em um município de apenas 6 mil habitantes, a simplicidade chamava atenção. Era cerca de 7h da noite, mas já parecia madrugada. Avistar uma pessoa ou um carro pela rua era raríssimo.

Passei pelo único posto de gasolina da cidade, que aliás já se preparava para fechar, e cheguei à pracinha. Primeiro, parei para uma hidratação no Mundo Doce.

Mundo Doce

Mundo Doce

Em seguida, parti para a Pizzaria Dona Azeitona, onde segui a hidratação e comi essa coisa maravilhosa abaixo para ir dormir de pança cheia.

Pizzaria Dona Azeitona

Pizzaria Dona Azeitona

Pizzaria Dona Azeitona

Pizzaria Dona Azeitona

Após uma boa noite de sono, que era tudo o que eu precisava, tive um café-da-manhã particular. Suco, pão de queijo, bolo e tudo mais o que tinha direito o único habitante da pousada. No entanto, nem tudo era alegria. Uma chuva também veio me dar o “bom dia”. Esperei, esperei, mas ela gosto de mim e insistiu em ficar ao meu lado. Fiquei puto, mas aceitei sua ingrata companhia. E parti, sob ela, rumo às cachoeiras da região.

No caminho, avistei, pela primeira vez, um gráfico da expressão “tirar o cavalinho da chuva”.

Tirando o cavalinho da chuva

Tirando o cavalinho da chuva

Segui a Rua Felipe Senador e passei em frente à Prefeitura.

Prefeitura Municipal de Aiuruoca

Prefeitura Municipal de Aiuruoca

Depois de mais de 2km andando debaixo de chuva, acabava a “civilização”.

Estrada

Estrada

E a natureza iniciava sua apresentação.

Natureza

Natureza

Natureza

Natureza

Segui o conselho do Ventania, indo de caminhada pela estrada, caminhando a pé.

Vista para o rio

Vista para o rio

Vista para o rio

Vista para o rio

Vista para o rio

Vista para o rio

Após mais uns 3km de puro lamaçal, cheguei ao Pocinho do Badóglio. Mas dei azar. O local fica dentro de uma propriedade particular, e, após o feriadão de Sol de 7 de setembro, que foi no fim de semana anterior e levou bastante gente para lá, os donos decidiram abrir a barragem d’água para limpar a área, que conta com escadinhas e restaurante para atender a todos os visitantes com mais sorte do que eu.

Pocinho do Badóglio

Pocinho do Badóglio

Pocinho do Badóglio

Pocinho do Badóglio

Pocinho do Badóglio

Pocinho do Badóglio

Como já estava ali, fiz alguns registros do fluxo do rio.

Pocinho do Badóglio

Pocinho do Badóglio

Rio

Rio

Rio

Rio

Decidi retomar à estrada para seguir rumo à Cachoeira Deus-me-livre. Andei mais 1km até outra propriedade particular. Abri a porteira e entrei, passando pelo dono, que me deu as orientações. No entanto, logo em frente, cruzei outro portão que fez com que dezenas de bezerros me avistassem e corressem de todos os lados na minha direção.

Bezerrada

Bezerrada

Bezerrada

Bezerrada

Fiquei paralisado e esperei para ver a reação deles. Como gosto de fazer novos amigos, comecei a conversar e vi que, como não reclamavam, deveriam ter gostado do meu papo. Então, comecei a brincar com eles.

Bezerrada

Bezerrada

Bezerrada

Bezerrada

Dei um “até logo” e continuei o percurso, bastante escorregadio, com um lamaçal que agora se misturava às várias merdas de bezerros, até ter que cruzar esse riacho:

Riacho

Riacho

Mais à frente, era hora de cruzar um rio de verdade. E sob chuva sobre madeira completamente molhada.

"Ponte" sobre o rio

“Ponte” sobre o rio

Dali em diante, a trilha ficava bem mais perigosa, com pedaços muito escorregadios, até chegar nessa quedinha d’água linda:

Quedinha d'água

Quedinha d’água

Quedinha d'água

Quedinha d’água

E, após driblar as raízes e pedras molhadas, finalmente chego a ela: Cachoeira Deus-me-livre.

Cachoeira Deus-me-livre

Cachoeira Deus-me-livre

Cachoeira Deus-me-livre

Cachoeira Deus-me-livre

Ainda na estrada, antes de chegar, me deram o conselho de sair rapidamente dali se observasse o nível d’água subindo, pois o local costuma encher muito rápido. E pude comprovar isso. Mas não sem antes fazer um lanche e ficar por um tempinho admirando aquele paraíso.

Cachoeira Deus-me-livre

Cachoeira Deus-me-livre

Cachoeira Deus-me-livre

Cachoeira Deus-me-livre

Já no fim da tarde, hora de refazer os 7km rumo à Ajuru. Mas, por sorte, logo que saí da propriedade da Deus-me-livre, um amigo passou com uma Kombi e me deu carona até a Felipe Senador, o que agilizou absurdamente o meu retorno.

De banho tomado, esperei uma “mini-trégua” da chuva par me dirigir à pracinha. E fui lanchar no Bar da Teresa.

Enchendo a pança

Enchendo a pança

De lá, fui hidratar na outra pizzaria da cidade, a Aroma da Serra, onde fiquei conversando com o proprietário Sidney e sua esposa.

Hidratação

Hidratação

Após algumas loiras geladas, decidi retornar ao Bar da Teresa para ver Cruzeiro x Flamengo ao lado dos novos amigos que iam se somando.

Hidratação

Hidratação

Hidratação

Hidratação

Chega a sexta-feira, mas a chuva não passa. Após o café-da-manhã com um amigo paulista que havia dormido na pousada, mas voltou para a estrada logo após a refeição, fiquei no quarto aguardando o Carlos Henrique, guia local que contratei para me levar à Prainha e à Cachoeira dos Garcias, que ficavam a cerca de 20km da minha pousada, em uma direção que não tinha transporte público. Saí apenas para almoçar no Bar da Teresa, mas logo retornei.

Fomos eu, ele e seu Fusca. Devido à precariedade das estradas locais, o carro, aliás, é o mais popular da cidade. E foi nos levando por lugares mágicos, como essa parte da estrada com vista para o Pico do Papagaio:

Vista para o Pico do Papagaio

Vista para o Pico do Papagaio

Vista para o Pico do Papagaio

Vista para o Pico do Papagaio

O degradê de verde é impressionante!

Degradê de verde

Degradê de verde

Degradê de verde

Degradê de verde

E continuamos o percurso…

Estrada

Estrada

Até abandonar o Fusca e iniciar a trilha.

Trilha para a Cachoeira dos Garcias

Trilha para a Cachoeira dos Garcias

Logo, já era possível avistar a belíssima Cachoeira dos Garcias.

Cachoeira dos Garcias

Cachoeira dos Garcias

Cachoeira dos Garcias

Cachoeira dos Garcias

Seguimos a trilha até o seu fim, onde seria necessário cruzar as pedras, mas a chuva e o vento deixaram as já geladas águas do local ainda mais frias, fazendo com que ficássemos apenas prestigiando o ambiente.

Cachoeira dos Garcias

Cachoeira dos Garcias

Subimos o morro novamente e, do outro lado, chegamos à Prainha dos Garcias, uma das maravilhosas faixas de areia banhadas por rio que Minas Gerais usa para, com maestria, compensar sua ausência de litoral.

Prainha dos Garcias

Prainha dos Garcias

Prainha dos Garcias

Prainha dos Garcias

Retornamos para o lado da cachoeira e a contornamos, chegando até o seu topo, apreciando o visual de lá de cima.

Cachoeira dos Garcias

Cachoeira dos Garcias

Cachoeira dos Garcias

Cachoeira dos Garcias

Cachoeira dos Garcias

Cachoeira dos Garcias

Destaque, também, para o rio antes da queda d’água de 30m.

Rio

Rio

Antes de ir embora, pudemos observar, ainda, a Cachoeira Zé Pedro, ao centro da imagem prejudicada pela forte neblina.

Vista para a Cachoeira Zé Pedro

Vista para a Cachoeira Zé Pedro

Após o banho, parti novamente para o Bar da Teresa, onde permaneci até as 5h30min dando lucro para ela e seu marido Dionísio.

Hidratação

Hidratação

No sábado, como já era esperado, não consegui acordar para o café-da-manhã. E levantei com fome, peregrinado em busca de um almoço já após as 2h da tarde. No caminho, destaque para essa gatinha gostosa:

Gatinha gostosa

Gatinha gostosa

Gatinha gostosa

Gatinha gostosa

Tudo já estava fechado, menos o Bar da Cleide, onde encontrei um amigo que havia feito na cidade. Ela disse que já havia encerrado o almoço, mas após eu ficar um tempinho papeando com o Ângelo, teve piedade de minha pobre alma e resolveu me servir essa comida maravilhosa, acompanhada do refrigerante local Guaranita:

Enchendo a pança

Enchendo a pança

Depois de encher a pança, hora de, ali mesmo, botar o fígado para trabalhar.

Hidratação

Hidratação

À noite, segui, no carro de um amigo, para um luau no bairro rural Matutu. Pegamos a estrada e por lá ficamos, antes de nos separarmos e eu ter que me virar para voltar.

Indo para o Matutu

Indo para o Matutu

Chega o domingo, e a hora de ir embora. Tirei uma foto com o famoso Fusca do Marlon, irmão do Marcos, dono da Ajuru, e segui adiante.

Fusca do Gilson

Fusca do Gilson

Abaixo, a ilustração da “extrema” movimentação na tarde dominical de Aiuruoca:

Multidão no domingo de Aiuruoca

Multidão no domingo de Aiuruoca

Multidão no domingo de Aiuruoca

Multidão no domingo de Aiuruoca

Novamente no Bar da Cleide, mas dessa vez mais cedo, fui almoçar.

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Bar da Cleide

Lá, destaque para o Robozinho, essa criatura gostosa da qual já estou com saudades:

Robozinho

Robozinho

De pança cheia, peguei carona com dois amigos até o meu próximo destino…


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Renaldo Souza

Um maluco de estrada que gosta de dar uma caminhada. Amante da natureza, dos churrascos e da cevada. Se Noé fez a arca, eu fiz a Barca. A Ideia, a gente arruma…

8 Comments:

  1. Seria uma honra, doutora 😀

  2. Marlei Dutra

    Dá pra voltar como guia? 🙂

  3. Me venderam informação falsa, hein! Me passaram que era do Gilson, mas já está corrigido… hahahah. Abração, mestre!

  4. Valeu pelos coments sobre a pousada e as citações tb do fusca que aliás é do Marlon, meu irmão e não do Gilson meu pai ok? kkkk Tá em casa, relaxa.
    A cidade realmente é muito linda e o visual no entorno encanta. O lugar não é nada indicado pra aquém quer movimento como vc disse afinal, a vida aqui é bem pacata mas não vazia, Aiuruoca tem um encanto que fascina e belezas que marcam. Estamos sempre por aqui à espera de pessoas boas que curtem viver a vida da forma mais simples e encantadora possível.
    Acesse tb http://www.aiuruocaminas.com.br e veja mais sobre essa pequena e pacata cidade do sul de minas gerais.

  5. Nathy Staneck

    Adorei… viajei juntinho!

  6. Vivi Fortuna

    Muito legal a leitura, fotografias e aventuras!!! Parabéns querido amigo!

  7. Maneiro, Renaldo! Poo pena que choveu. Aaaa umas tardes de sol em Aiuruoca ^^

  8. Literalmente viajei agora com vc. Me vi andando pelas trilhas e descobrindo as cachoeiras.

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