ANGRA DOS REIS/RJ – Ilha Grande

Viagem  realizada em 07/11/2014 –

Saímos da Rodoviária Novo Rio, na capital estadual, com a missão de chegar à Mangaratiba a fim de pegar a última barca da sexta-feira, que sairia às 22 horas rumo à Ilha Grande. E assim fomos, em um grupo de cerca de 30 pessoas guiadas pelo mestre da Adrenalina, Laésio, que nos dividiu em uma van e dois carros.

Já no limite do continente, observamos uma multidão disputando os melhores lugares da barca. Acabei dando sorte e improvisando um camarote próximo ao banheiro, na única área aberta ao mar.

Essa é a barca para a Ilha Grande! E esse é o camarote

Essa é a barca para a Ilha Grande! E esse é o camarote improvisado

A travessia é demorada. São cerca de duas horas, tempo que aproveitei para trocar ideia com um nativo e umas turistas.

Chegando à Praia do Abraão, tivemos de andar bastante do trapiche até o Che Lagarto, hostel que seria a nossa casa durante o fim de semana. Até tomarmos banho e comer alguma coisa, já eram 2 e pouca da manhã. Até eu dormir, 3. E, às 4h50min, tocava o despertador para nos prepararmos para os mais de 24 quilômetros que nos aguardavam.

De cara, alguns já desistiram da trilha para dormir. Outros nem conseguiram acordar. Mas lá fomos nós. Não eram nem 6 da manhã e partimos, privilegiados pelo maravilhoso amanhecer da Praia do Abraão.

Praia do Abraão

Praia do Abraão

Praia do Abraão

Praia do Abraão

Fica o registro, também, da famosa igrejinha do local, próxima ao início da trilha.

Igreja da Vila de Abraão

Igreja da Vila de Abraão

O caminho para Dois Rios, segunda praia que iríamos explorar, é bem liso. Uma verdadeira estrada, sem qualquer obstáculo.

Estrada para Dois Rios

Estrada para Dois Rios

Estrada para Dois Rios

Estrada para Dois Rios

São apenas duas distrações: o cântico dos macacos, que você ouve durante boa parte do percurso, e essa abertura maravilhosa em meio às árvores:

Vista da Praia de Abraão

Abertura maravilhosa entre as árvores

Vista da Praia de Abraão

Vista da Praia de Abraão

Após o “aquecimento” de 9km, finalmente estávamos próximos à Dois Rios. Mas a deixamos esperar um pouquinho para conhecermos o histórico presídio. O problema é que o museu carcerário só abriria para visitação às 10 horas. Ainda eram 8 e não poderíamos esperar para não atrasar o percurso.

Fachada do presídio

Fachada do presídio

Eu já sabia que o presídio havia sido demolido há décadas. Mas esperava, ao menos, que alguma ruína tivesse sido preservada em condições razoáveis. Estava enganado. A única parte conservada é a fachada (da foto acima). Passando por ela, você dá de cara com isso aí:

Ruínas do presídio

Ruínas do presídio

Vale o registro, também, desse boi, que teve uma história tão bela que merecia até ter um nome. Segundo a segurança que nos atendeu, ele foi encomendado para um churrasco dos profissionais que atuavam no presídio, que acabaram ficando com pena do animal e o transformaram em mascote, deixando-o viver por lá.

O boi

O boi

Na saída, passamos em frente ao Centro de Estudos e Desenvolvimento Sustentável da Uerj.

Centro de Estudos e Desenvolvimento Sustentável da Uerj

Centro de Estudos e Desenvolvimento Sustentável da Uerj

E, por fim: Dois Rios. Esse cenário deslumbrante no qual ficamos por cerca de 1 hora, correndo, mergulhando e trocando ideia.

Praia de Dois Rios

Praia de Dois Rios

Praia de Dois Rios

Praia de Dois Rios

O local é tão completo que é “equipado” até com uma rede para relaxar observando o horizonte.

Praia de Dois Rios

Praia de Dois Rios. Foto: Laésio Silva

Aliás, como diz o nome, não poderia ter apenas praia, mas também água doce. E, claro, tive que me banhar nesse riozinho espetacular, quase sem correnteza e bem rasinho.

Um dos rios que dão nome à praia

Um dos rios que dão nome à praia

Rio

Rio

Parte do grupo, já cansada ou encantada com o local, decidiu ficar por ali mesmo. E seguimos rumo à Praia do Caxadaço com menos da metade dos viajantes iniciais. Éramos uns 15 loucos para saber o que viria pela frente. E a surpresa não poderia ter sido melhor.

Praia do Caxadaço

Praia do Caxadaço

Praia do Caxadaço

Praia do Caxadaço

Praia do Caxadaço

Praia do Caxadaço

A faixa de areia é pequena. Durante as duas horas que ficamos por lá, muitas pessoas chegavam e saíam. Sempre de barco. Talvez para evitar a descida final da trilha, que é um pouco chatinha. Mas a beleza do local compensa qualquer sacrifício.

Praia do Caxadaço

Praia do Caxadaço

Mergulho com a galera na Praia do Caxadaço. David, Camila e Críssia Oliveira, autora da foto

Mergulho com a galera na Praia do Caxadaço. Críssia Oliveira (autora da foto), Camila e David

Antes de seguirmos ao próximo destino, paramos para reabastecer o estoque de água no riacho próximo à praia. Deu até pra dar uma relaxada novamente na água doce. Era, aliás, tudo o que precisávamos antes de encarar o trecho mais difícil do dia.

A trilha que liga Caxadaço à Praia de Santo Antônio é pesada e inclui pedaços de mata fechada e descidas com alto grau de inclinação. O trecho, de cerca de 8km, não consta nem no mapa de trilhas da ilha. Mas lá fomos nós.

Trilha de Caxadaço para Santo Antônio. Foto: André Vettori

Trilha de Caxadaço para Santo Antônio. Foto: André Vettori

Na chegada à Santo Antônio, o cansaço já batia forte. A maior parte do grupo, na qual me incluí, preferiu, ao invés de se aventurar no mar, o que já estava ficando difícil, ficar pela areia, descansando e observando esse cenário “horroroso” abaixo.

Praia de Santo Antônio

Praia de Santo Antônio

Praia de Santo Antônio

Praia de Santo Antônio

A próxima praia foi Lopes Mendes, a mais famosa da Ilha Grande. Por lá, já encontramos outras pessoas, vários vendedores ambulantes e conseguimos até tomar uns Gatorades curtindo o visual.

Praia de Lopes Mendes

Praia de Lopes Mendes

Praia de Lopes Mendes

Praia de Lopes Mendes

Em seguida, Praia do Pouso. Uma trilha bastante tranquila, de apenas 1km, que qualquer senhor pode fazer (inclusive avistamos muitos pelo caminho). Mas os reflexos da aventura já eram tantos que ficamos imensamente felizes quando chegamos ao nosso destino final.

Praia do Pouso

Praia do Pouso

Até chegar o barco, era hora de descansar. Vencidos os 24km de trilhas mais a energia gasta nos mergulhos, nada melhor do que deitar um pouco.

Morgando na Praia do Pouso

Morgando na Praia do Pouso

Já no hostel, alguns amigos se programavam para curtir o Festival Gastronômico que ocorria ali mesmo na Praia de Abraão, com vários frutos do mar em promoção e show do Flávio Venturini. Mas eu não tinha mais energia e precisava fazer o que não fazia há tempos: dormir.

O problema é que, com o falatório dos meus 5 companheiros de quarto que chegavam de madrugada, acordei antes das duas da manhã, cheio de fome. Ia comer meu lanche, mas sabia que se eu fizesse isto, perderia a oportunidade de conhecer um pouco da ilha à noite. E lá fui eu explorar o local, seguindo uma recomendação de lanchonete recebida de um funcionário do hostel: a Brasileirinhas, que, segundo ele, seria a única que estaria aberta naquela hora. E era mesmo. O estabelecimento é bem simples, e as pessoas que lá estavam pareciam nativas. Comi meu hamburguer e “andei só pela noite cantando um reggae pros cachorros da rua”…

Trapiche de Abraão

Trapiche de Abraão

Praia do Abraão

Praia do Abraão

Não poderia me esquecer, no entanto, desse sapo abaixo, no qual eu tropecei com tudo ao chegar na pousada:

Sapo do tropeção

Sapo do tropeção

Veio o domingo, e fomos saudar o dia. Após o simples café da manhã, fui dar um “oi” para os caranguejos.

Caranguejo

Caranguejo

Em seguida, saudar a piscina “natural” do Che Lagarto. O local é mais lindo do que eu havia imaginado no dia anterior. No entanto, a multidão de peixes avistada pela noite parecia ter saído para passear…

Piscina "natural" do Che Lagarto

Piscina “natural” do Che Lagarto

Piscina "natural" do Che Lagarto

Piscina “natural” do Che Lagarto

Na sequência, fomos à Praia da Júlia, onde a galera aproveitou para dar uns mergulhos e fazer stand up paddle. Mas eu optei por ficar no quiosque apreciando a paisagem e me “hidratando”.

Hidratação

Hidratação

Entre um bate-papo e outro com a Amélia, dona do bar (não, o nome dela não é Júlia, embora muitos a chamem assim), acabei encontrando a Cintia e o Maciel, dois amigos de Itaboraí, pra me ajudarem na hidratação.

Cintia, Maciel e o bobo

Cintia, Maciel e o bobo

Mais tarde, almoçamos próximo ao trapiche. Comi um maravilhoso peixe com pirão, e, não satisfeito, ainda pedi uma sopa de linguado. Sensacional! Dali, foi só aguardar a barca e partir para mais duas horas de conversa, fotos e paisagens paradisíacas.

Praia de Abraão

Praia de Abraão

Vista da barca

Vista da barca

Sobre Angra dos Reis, acesse também o post da Ilhas Botinas │ Ilha Grande


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Renaldo Souza

Um maluco de estrada que gosta de dar uma caminhada. Amante da natureza, dos churrascos e da cevada. Se Noé fez a arca, eu fiz a Barca. A Ideia, a gente arruma...

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