Capsula Mundi anuncia início de produção para cemitérios sustentáveis

Capsula Mundi é o nome de um projeto que vem ganhando atenção de pesquisadores e de toda a população interessada em inovações sustentáveis. O trabalho consiste na apresentação de uma nova alternativa para a forma como encaramos a morte: o “enterro verde”. Ao invés de cortar árvores para fazer caixões, o corpo do falecido seria inserido em um material biodegradável e enterrado envolto a uma raiz, alimentando uma bela planta e gerando um ciclo de vida.

Desde 2003, os designers Anna Citelli e Raoul Bretzel trabalham em pesquisas de viabilidade e divulgação do projeto. Por conta da rigidez da lei italiana, país natal de ambos, ainda não foi possível testá-lo na prática. Mas, em entrevista exclusiva à Barca da Ideia, eles revelam os recentes avanços da proposta:

Demonstração da Capsula Mundi. Foto: divulgação

Demonstração da Capsula Mundi. Foto: divulgação

“Ainda neste ano, vamos colocar a Capsula em produção. Mas em um tamanho menor, contendo apenas as cinzas. Para envolver o corpo inteiro, precisamos de mais pesquisas científicas e autorizações legais” – disse Anna. “Nos últimos 10 anos, nossos principais objetivos têm sido sensibilizar as pessoas sobre a ideia e promovê-la através de exposições e meios de comunicação” – completou.

Os dois italianos se encontraram na principal feira de mobiliário de Milão, em 2001. Dois anos depois, foram selecionados para participar do pavilhão de jovens designers. Foi quando surgiu a proposta de reinventar a mais desagradável das estruturas de madeira: o caixão. A Capsula Mundi é em forma de ovo, se referindo às ideias de nascimento e ciclo de vida, expressando continuidade e retorno.

Demonstração da Capsula Mundi. Foto: divulgação

Demonstração da Capsula Mundi. Foto: divulgação

“Com a Capsula, a morte assume um novo significado, deixando de ser considerada o fim da vida e passando a ser o início de uma nova. A espécie da árvore é escolhida previamente pelo próprio falecido, fazendo com que ele mantenha uma presença viva na Terra e deixe um legado para o futuro” – disse Raoul.

Inserido no “ovo” em posição fetal, o corpo é enterrado como uma semente, alimentado o vegetal com suas substâncias orgânicas. “Sonho que, com o passar dos anos, tenhamos florestas nos lugares dos cemitérios tradicionais” – falou Anna.

Anna Citelli e Raoul Bretzel com a Capsula Mundi. Foto: divulgação

Anna Citelli e Raoul Bretzel com a Capsula Mundi. Foto: divulgação


Gostou? Comente!
Curta nossa página no Facebook: Facebook.com/barcadaideia
Acesse todos os relatos em: Explorações

Patrocinador: Carpória – agência de comunicação.

Renaldo Souza

Um maluco de estrada que gosta de dar uma caminhada. Amante da natureza, dos churrascos e da cevada. Se Noé fez a arca, eu fiz a Barca. A Ideia, a gente arruma...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *