PARANAGUÁ/PR – Ilha do Mel

Viagem realizada em 16/09/2014 –

Já com a pousada reservada, partimos, eu e Dezinha, rumo à Ilha do Mel. Uma novidade para mim e uma nova experiência para ela, que já havia visitado o local outras vezes. Nosso destino, após uma medição de prós e contras pesquisando e ouvindo uns amigos, foi Encantadas, um dos três bairros da Ilha, espetacular em todos os quesitos!

Existem barcos diretos da parte continental de Paranaguá para a Ilha. Mas levam cerca de 1h30min e os horários são bastante escassos fora da alta temporada. Nisso, a melhor opção é se dirigir ao município de Pontal do Paraná, mais precisamente em Pontal do Sul, onde as saídas são regulares, de hora em hora. O preço da travessia é inferior a 30 reais, já se referindo a ida e volta (não dá para comprar um trecho só, e o bilhete tem validade de 20 dias para retorno). Como na Ilha do Mel não existem automóveis, deixamos nosso carro (o Pequeno) descansando no estacionamento da Pousada Estrela do Mar, onde ficamos hospedados. A vaga já estava incluída no pacote e contou até com um motorista para nos levar da garagem ao trapiche de embarque para a Ilha.

Trapiche

Trapiche

Como não poderíamos deixar de fazer, fomos cantando o famoso reggae “Barca Para a Ilha”, da banda Djambi (que, inclusive, inspirou o nome deste blog), durante a travessia, que durou pouco mais de 20 minutos.

Essa é a barca para Ilha do Mel!

Essa é a barca para Ilha do Mel!

Chegando ao trapiche de Encantadas, pedimos informação ao Barba, um nômade figuraça que fazia tarrafas, sobre onde seria nossa pousada. Para lá fomos, deixamos o excesso das mochilas e indo aproveitar a tardinha.

O bobo e o Barba

O bobo e o Barba

O primeiro mergulho, claro, foi na Praia de Encantadas, a orla do trapiche e a praia mais agitada do bairro. As águas são da baía de Paranaguá, logo as ondas não existem. Perfeita para um banho mais tranquilo e para levar as crianças (no entanto, em baixa temporada, não vimos muitas. A Ilha do Mel parecia restrita a casais).

Praia de Encantadas

Praia de Encantadas

Praia de Encantadas

Praia de Encantadas

Andamos até o final da faixa de areia, encontrando uma trilha quase encoberta que dava para um farol. Como Dezinha não é muito fã de mata fechada, tentamos fazer um registro em meio aos pequenos (mas vários) peixes que tinham por ali. Não conseguimos devido às limitações das nossas humildes câmeras, mas valeram as tentativas…

Praia de Encantadas

Praia de Encantadas

Nossa primeira trilha teve como destino um morro que deu para uma “praia de pedras”. Começamos a driblá-las e avançar para ver onde dariam, com a Débora me surpreendendo ao ser bem rápida. Porém, ao atravessarmos uma parede rochosa, notamos que havia muito ainda a se percorrer sobre as rochas. E, com a maré subindo, fomos aconselhados por um guarda ambiental que estava por ali a retornar.

"Praia rochosa"

“Praia rochosa”

Pensando na vida...

Pensando na vida…

De volta à Praia de Encantadas, caçamos outra trilha. E fomos rumo à Gruta de Encantadas, em um caminho bem tranquilo e urbanizado. Descobrimos, aliás, que lá seria o nosso destino se conseguíssemos avançar via pedras na passagem em que abortamos.

Caminho para a gruta

Caminho para a gruta

Gruta de Encantadas

Gruta de Encantadas

Um local que traz uma paz de espírito maravilhosa, e que conta até com uma passarela de madeira para permitir o acesso a qualquer pessoa. Para quem é católico, aliás, vale até rezar de frente a uma pequena imagem de Nossa Senhora que habita a gruta.

Gruta de Encantadas

Gruta de Encantadas

De lá, fomos à Praia da Boia, que fica ao lado. Ali já são águas de mar aberto, com placa alertando o perigo de correnteza e ondas boas para surfistas. Não faço parte do grupo que sabe ficar em pé na prancha, mas fiz questão de dar um mergulho revigorante.

Praia da Boia

Praia da Boia

O primeiro dia de exploração terminou na Pousada Ilha do Mel, com risoto de frutos do mar acompanhado da melancia atômica, uma bebida típica que mistura suco de melancia, vodka e leite condensado, sendo servida na própria fruta (dá cerca de 5l e normalmente serve quatro pessoas ou mais, mas fomos guerreiros e a matamos sozinhos). O restaurante tem uma boa variedade de refeições e o atendimento é muito bom. Recomendadíssimo!

Melância atômica. 5l de pura delícia

Melancia atômica. 5l de pura delícia

Daquele camarote perfeito, era só apreciar o pôr do Sol e ser feliz…

Pôr do Sol em Encantadas, na Pousada Ilha do Mel

Pôr do Sol em Encantadas, na Pousada Ilha do Mel

Pôr do Sol em Encantadas

Pôr do Sol em Encantadas

Já na quarta-feira, dia 17, nossa primeira manhã na ilha se iniciou com o simples, mas saborosíssimo café-da-manhã da pousada, na qual pudemos conversar melhor com os atendentes que foram bastante simpáticos desde a nossa chegada.

Vista do café-da-manhã na pousada

Vista do café-da-manhã na pousada

Ao pôr os pés na “rua”, decidimos ter como missão caminhar até Nova Brasília. Pegamos uma trilha bem ao lado da pousada e seguimos até seu término, no Mar de Fora, uma belíssima praia com uma longa faixa de areia que já havíamos avistado no dia anterior (fica bem ao lado da Praia da Boia).

Mar de Fora

Mar de Fora

Mas ao invés de seguir pela areia fofa, fomos andando paralelamente ao horizonte, em meio à “grama”.

Caminhando e andando...

Caminhando e andando…

Cogumelos de Zebu

Cogumelos de Zebu

No caminho, uma elevação rochosa que, claro, eu tive que subir.

Elevação rochosa

Elevação rochosa

No fim da praia, você tem duas opções: subir o Morro do Sabão ou contornar as pedras rumo à Ponta do Nhá Pina. Decidimos pela primeira, e tivemos dois visuais maravilhosos como presente: um do Mar de Fora, que já havia ficado para atrás, e outro da Praia do Miguel, nosso destino quando descemos.

Morro do Sabão: vista do Mar de Fora

Morro do Sabão: vista do Mar de Fora

Morro do Sabão: vista da Praia do Miguel

Morro do Sabão: vista da Praia do Miguel

Cansado de andar tanto sem um mergulho (não me banhei no Mar de Fora), fiz questão de pular na Praia do Miguel assim que chegamos. O local, espetacular, estaria deserto se não fossemos nós e um pequeno grupo de pessoas que encontramos no fim da praia.

Praia do Miguel

Praia do Miguel

A Praia do Miguel é paradisíaca. Poderíamos perfeitamente ficar o resto do dia nela, mas não era nossa missão. Nem a de um casal de amigos que fizemos por lá: o Bernardo e a alemã Katja, que se uniram a nós para pensar em como avançar o percurso, vide que não achávamos nenhuma passagem sobre essas rochas ao fim da faixa da areia:

Praia do Miguel

Praia do Miguel

E eis que, após muito vasculhar, encontramos uma trilha quase fechada. Por várias vezes paramos para observar se realmente nos levaria a algum lugar ou se nos faria apenas perder tempo e energia. Mas fomos recompensados pela teimosia.

Após algum tempo mata a dentro, eis que surgiu uma loira na direção oposta. Nossa felicidade em vê-la e trocar uma rápida ideia com a mulher foi nítida: estávamos, realmente, no caminho certo. E nele seguimos até o término da trilha: não na praia, mas ainda sobre as rochas. E tivemos que driblá-las lentamente. Para os amigos montanhistas e/ou aventureiros, não é nada demais. Mas não dá pra dizer que qualquer pessoa pode fazer aquele caminho… E, por fim, chegamos à Praia Grande, a primeira de Nova Brasília.

Pós-trilha com Bernardo e Katja

Pós-trilha com Bernardo e Katja

Se fossemos olhar ao pé da letra, já havíamos cumprido nossa missão. Mas queríamos mais. E, ao nos despedirmos dos novos amigos, tive, claro, que correr para dar um mergulho na minha nova área: a Praia Grande.

Praia Grande

Praia Grande

Praia Grande

Praia Grande

Da Praia Grande (que faz jus ao nome) encontramos uma linda trilha, que nos levou a algumas pousadas e restaurantes até chegarmos à Praia de Fora. Outro local paradisíaco.

Praia de Fora

Praia de Fora

De lá, já avistamos de perto o famoso Farol das Conchas. E, após darmos um mergulho, claro, para lá fomos.

 

Praia de Fora com o farol ao fundo

Praia de Fora com o farol ao fundo

O farol data de 1870 e foi construído a mando de Dom Pedro II para auxiliar na defesa do território brasileiro.

Farol

Farol

Farol

Farol

Para chegar lá, você pega uma longa escadaria cimentada e bem sinalizada.

Escadaria para o farol

Escadaria para o farol

Recado interessante

Recado interessante na escadaria

No topo, uma visão simplesmente espetacular.

 

Farol: vita da Praia de Fora

Farol: vista da Praia de Fora

Farol: vista da Praia do Farol

Farol: vista da Praia do Farol

Gostaríamos muito de ver o pôr do Sol de lá, mas seria impossível refazer todo o trajeto já percorrido à noite. E descemos, junto, novamente, ao Bernardo e Katja, que reencontramos por lá…

Na descida, chegamos à Praia do Farol, local onde já tinha mais gente se banhando por estar mais próximo ao trapiche de Nova Brasília. Avistando a Ilha de Palmas, seguimos nosso lindo trajeto, molhando os pés à beira-mar entre um banho e outro.

Praia do Farol. Ao fundo: Ilha de Palmas

Praia do Farol. Ao fundo: Ilha de Palmas

Após cruzar um rio, lá estávamos nós na Praia do Istmo. Local privilegiado, onde você avista tanto o Oceano Atlântico aberto quanto a Baía de Paranaguá. Assim como a Praia de Brasília, do outro lado da fina camada de terra.

Praia do Istmo

Praia de Brasília

Dalí, pegamos um barco e voltaríamos nele rumo à nossa pousada, se não fossemos almoçar e tomar umas cervejas no genial Toca da Ilha, já na Praia de Encantadas, com outro casal que conhecemos em meio a este longo dia: Paulo e Mariana. Merecidíssimo após tantos quilômetros percorridos durante o dia…

Hidratação na Toca da Ilha

Hidratação na Toca da Ilha

Hidratação na Toca da Ilha

Hidratação na Toca da Ilha

Em nosso terceiro dia na Ilha, decidimos fazer um passeio de barco. Com a Dezinha louca para ver golfinhos (e eu também), partimos nós em direção à “baía deles”. Embarcamos em uma lancha voadeira com um casal chato e duas agradáveis senhorinhas.

Eu e Dezinha

Eu e Dezinha

Fomos quicando em meio ao mar, contornando a Ilha a oeste, avistando as praias do Limão e Cedro, até passarmos pela Ponta D’Oeste, um local remoto onde não há nem energia elétrica e nem água corrente. Quem vive lá são alguns pescadores, embora estejam instalados em meio à Estação Ecológica.

O primeiro lugar em que o barco atracou, após avistarmos a área militar, foi Fortaleza, o terceiro bairro da ilha.

Praia de Fortaleza

Praia de Fortaleza

Eu e Dezinha

Eu e Dezinha

Da praia, fomos à Fortaleza propriamente dita, a Nossa Senhora dos Prazeres:

Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres

Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres

Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres

Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres

Uma emoção grande em estar dentro de uma prisão histórica. Eu desesperado e Dezinha sensualizando…

Prisão

Prisão

Dezinha sensualizando na prisão

Dezinha sensualizando na prisão

Em cima das “celas”, o arsenal de canhões preservados:

Canhão

Canhão

Arsenal de canhões

Arsenal de canhões

Conhecemos, também, a lenda local do homem que sonhou que havia um pote de ouro escondido dentro da espessa parede (de mais de 1m), um dia foi lá, quebrou e achou a riqueza. Segundo o barqueiro Rafael, que nos conduziu, foi exatamente neste local:

Local da lenda do ouro

Local da lenda do ouro

Na sequência, fomos rumo à Baía dos Golfinhos, onde pudemos ver imagens encantadoras com os mamíferos subindo para respirar e procurar alimentos. Pena que eles são tímidos para fotografias. Mas deu pra registrar uns flagras de leve:

Baía dos Golfinhos

Baía dos Golfinhos

Baía dos Golfinhos

Baía dos Golfinhos

Atracamos, em seguida, na Ilha das Peças, um vilarejo de pescadores privilegiado. Pena que estava com uma concentração absurda de águas-vivas. Não mergulhei, mas valeu o registro.

Ilha das Peças

Ilha das Peças

Ilha das Peças

Ilha das Peças

Retornando, fomos à indicadíssima Pousada Fim da Trilha, que contém chef de cozinha e pratos mais refinados em seu restaurante. Reservamos nossa janta e fomos em direção à praça e alimentação do Mar de Fora.

Praça de alimentação do Mar de Fora

Praça de alimentação do Mar de Fora

Enquanto fazíamos uma hidratação com um gorjão de peixe absurdo de bom, tivemos a oportunidade de assistir um voo de asa-delta, realizado a partir do Nhá Pina.

Hidratação com gorjão

Hidratação com gorjão

Voo de asa-delta do Nhá Pina

Voo de asa-delta do Nhá Pina

Depois, pra “casa” tomar banho, descansar e retornar para a janta, encontrando todo o grupo que havíamos conhecido na Praia do Miguel no dia anterior.

Pratos maravilhosos do Fim da Trilha

Pratos maravilhosos do Fim da Trilha

Galera no Fim da Trilha

Galera no Fim da Trilha

Destaque no restaurante para a “cama-mesa” e a pia com bolinhas de gude.

"Cama-mesa" do Fim da Trilha

“Cama-mesa” do Fim da Trilha

Banheira do Fim da Trilha

Banheira do Fim da Trilha

Nosso quarto dia na ilha, que começou com chuva, mas felizmente deu trégua, teria como missão explorar o centro de Nova Brasília. Pegamos um barco até lá, e nele descobrimos que a viagem seria particular. Éramos apenas eu, Débora e o barqueiro.

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Eu e Dezinha na “barca particular”

Chegando a Brasília, decidimos avançar até Fortaleza pelo leste, área oposta ao que havíamos feito via barco um dia antes. E do trapiche, após passar por vários restaurantes, chegamos à nossa já conhecida Praia do Istmo, dando de cara com… o Rio do Istmo.

Rio do Istmo

Rio do Istmo

Seguimos em frente, já pela Praia da Fortaleza, novamente com a Ilha de Palmas ao fundo. Uma caminhada de 4km em direção à Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres, onde fomos de barco no dia anterior.

Praia da Foraleza: ao fundo, Ilha de Palmas

Praia da Fortaleza: ao fundo, Ilha de Palmas

Praia da Foraleza: ao fundo, Ilha de Palmas

Praia da Fortaleza: ao fundo, Ilha de Palmas

E lá estava ela.

Praia da Fortaleza

Praia da Fortaleza

Mirante da Fortaleza

Mirante da Fortaleza

Na volta, tudo de novo… Chegando à Praia de Brasília, onde íamos dar o último mergulho antes de almoçar no bairro, recebemos um presente espetacular: um banco de areia se abriu em meio à baixíssima maré que tomava conta do local.

Banco de areia na Praia de Brasília

Banco de areia na Praia de Brasília

Banco de areia na Praia de Brasília

Banco de areia na Praia de Brasília

Caminhamos por uns 500m mar a dentro, praticamente reeditando o milagre de Jesus. Olhando de longe, na posição oposta (e desconsiderando a ciência, claro), seria fácil de acreditar que caminhávamos sobre as águas.

Banco de areia na Praia de Brasília

Banco de areia na Praia de Brasília

Banco de areia na Praia de Brasília

Banco de areia na Praia de Brasília

O cenário era tão deslumbrante que tomou tanto tempo nosso que, quando fomos olhar o relógio, já não valeria mais a pena almoçar em Nova Brasília. Nisso, ouvimos as buzinas do barco. Corremos e, quando vimos, era o mesmo homem que havia nos trazido. Ele estava nos esperando, pois, para nossa surpresa, seríamos novamente os únicos no barco. Fomos e voltamos na hora em que escolhemos e sem mais ninguém na nossa “nave”. Se este é o conceito de viagem particular, acho que, mesmo sem querer, podemos dizer que alugamos o barco só pra nós…

Acomodados, era só prestigiar as maravilhas de mais um pôr do Sol na Ilha do Mel.

Entardecer

Entardecer

De volta à Encantandas, o banquete foi no Tata, com panquecas maravilhosas.

Panqueca de camarão do Tata

Panqueca de camarão do Tata

À noite, fomos explorar a vida boêmia da ilha. Rumamos ao Bar do Capitão, da Pousada Bob Pai e Bob Filho. Um lugar genial, muito bem decorado e com atendimento bastante simpático. Tão bom que só saímos de lá quando fechou.

Bar do Capitão

Bar do Capitão

Bar do Capitão

Bar do Capitão

O fim de noite, acompanhados dos novos amigos que fizemos no Bar do Capitão: Marujo e Andrea, se deu no Cavalo Marinho, um barzinho com reggae e forró ao vivo. Bom demais!

Cavalo Marinho com Marujo e Andrea

Cavalo Marinho com Marujo e Andrea


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Renaldo Souza

Um maluco de estrada que gosta de dar uma caminhada. Amante da natureza, dos churrascos e da cevada. Se Noé fez a arca, eu fiz a Barca. A Ideia, a gente arruma...

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